
O que era demais já se foi
Foi “tão demais” que se gastou
Assim, degustando-te
A provar ainda por ser aprovado,
Provado,
Devorado,
Já me vão os dedos...
Os dias
(que na verdade não os conto mais)
Nem estou a vivê-los
Em intensa e verdadeira paz,
O que me faz sentir?
Não sentir, melhor assim dizer.
Demais,
Demais...
A falta do mais, foi demais
esperando a flor já morta.
Mas no cemitério ainda existem
Flores vivas
E lindas,
Regadas todos os dias.
Por que só os mortos
Recebem flores?
Mas ta tudo bem,
Ta todo mundo bem...
Estão todos a sorrir, ou não?
Usar o tempo como à medida de todas
As coisas ou como coisa
Foi “tão demais” que se gastou
Assim, degustando-te
A provar ainda por ser aprovado,
Provado,
Devorado,
Já me vão os dedos...
Os dias
(que na verdade não os conto mais)
Nem estou a vivê-los
Em intensa e verdadeira paz,
O que me faz sentir?
Não sentir, melhor assim dizer.
Demais,
Demais...
A falta do mais, foi demais
esperando a flor já morta.
Mas no cemitério ainda existem
Flores vivas
E lindas,
Regadas todos os dias.
Por que só os mortos
Recebem flores?
Mas ta tudo bem,
Ta todo mundo bem...
Estão todos a sorrir, ou não?
Usar o tempo como à medida de todas
As coisas ou como coisa
se faz necessário.
Ass: Nisseli!
2 comentários:
Acho que as flores morrem para que haja espaço para outras tantas nascerem. O calendário também pode ser contado a partir dos nascimentos...
Abraços (Des)conexos!
o poema nao se trata da morte das flores, mas sim do porquê se deixa entregar flores postumamente enquanto em vida recebemos tao pocuas (pelo menos eu),com relação a contagem do tempo nao me refri ao tempo cronologico, mas mesmo assim obrigada por postar
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